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segunda-feira, 17 de maio de 2010
Quero!
quinta-feira, 18 de março de 2010
DESENCONTROS
Ao chegar no local, de cara, achei um pouco estranho. O muro estava um tanto quanto baixo para ser uma unidade de recuperação de menores infratores, sem falar que o local era todo colorido e muito calmo. Um silêncio que nunca tinha visto. Entramos e fomos muito bem atendidas pela diretora do local. Foi nesse momento que descobrimos que estávamos no local errado. Deveríamos está na UNICI ( unidade de recuperação de jovens infratores de Cachoeiro de Itapemirim) e estavamos no Casa de Passagem ( local que abriga jovens e crianças que sofreram maus tratos dos pais). Ai começou o nosso desespero. Começamos a andar por um lugar deserto, cheio de mato e que a única coisa que passava era caminhão. Ponto de ônibus, nunca foi visto por ali. E para piorar estavamos atrassadas para o encontro com o diretor. Nossa como andamos e sem chegar a lugar algum. Foi quando desesperada liguei para o meu pai que foi me guiando até a loja de um cliente seu que nos levou de carro até a UNICI.
Ao chegarmos, nos deparamos com uma prisão de jovens. Era tudo gradiado, policiais, muita roupas penduradas e uma gritaria sem fim. Confesso que fiquie assustada. O local é precário demais. Com isso me pergunto se ali é possível recuperar aqueles jovens???? Tinha um garoto de 12 anos que parecia ter 7 ou 8. Seu crime??? Agressão a mãe causando traumatismo craniano. Condenado por lesão corporal grave. Por ele ter desnutrição e ser raquítico ele fica solto entre as pessoas, pois consegue passar entre as grades de proteção.
Conversando com o diretor, soubemos que para começar o trabalho é necessário uma liberação da juíza da vara da infância e juventude. Fomos ao fórum e esperamos para falar com ela que nos inforou que não podemos gravar os internos. Agora me diz, como fazer um documentário sobre esses jovens sem gravá-los???? Mais não iremos desistir tão fácil. Entraremos com um requerimento junto ao Ministério Público solicitando essas filmagens.
Esse trabalho ainda terá muitas histórias boas e ruins para serem contadas.
sexta-feira, 12 de março de 2010

...“sou dona de mim, da minha vida e do meu destino
sigo meu bom senso, minha razão, minha emoção e minha sede de ser livre
bom é viver assim, sem amarras, sem apego ao passado e
sem preocupação com questões que ainda não foram superadas,
pois o mundo ainda precisa evoluir muito, há muito o que
superar...
eu penso, reflito e analiso
sou um ser em constante mutação
sou “eu mesma”, mas não sou “sempre a mesma”
não sou normal, pois ser normal é chato
É repetitivo, e eu gosto de transformações
gosto de olhar por vários prismas e
mudar de opinião, de gosto, etc.
a mudança não é somente física,
mas também é abstrata e intrínseca
a beleza e juventude se vão
mas o conteúdo da alma permanece ...”
O tempo que não sentimos

quinta-feira, 11 de março de 2010
Muqui, simpatia e história
Localizada no sul do Espírito Santo, Muqui faz parte da Rota dos Vales e do Café. Rota esta, que tem como principal objetivo estimular o turismo dentro do próprio Estado e contar histórias como a influência da cultura do café na cidade.
Quem chega a pacata cidade com pouco mais de 13.000 habitantes se deslumbra com a riqueza herdade dos seus colonizadores que se reflete na arquitetura e nos afrescos que decoram as casas. O ar de interior se percebe pela primeira passagem pela rua principal. Os aposentados sentados na velha Estação Leopoldina é um retrato de uma vida tranqüila, sem preocupações de grandes metrópoles.
Andando pelas ruas, observando as pessoas e as casas, temos a impressão que Muqui parou no tempo e conservou o que de melhor a cidade tem para oferecer aos seus visitantes. Essa diversidade e riqueza arquitetônica são características do sítio histórico local que possui o maior número de imóveis tombados pelo Patrimônio Histórico Estadual. Os casarões de Muqui são um convite a parte.
A folia do Boi
Entre as comemorações culturais, duas ganham destaque. Com um dos carnavais de ruas mais interessantes e populares do Estado, o Boi Pintadinho é a atração principal e arrasta cerca de 20 blocos, cada um com o seu boi e com aproximadamente 200 integrantes. A festa percorre as ruas da cidade todas as noites de carnaval.
Além disso, quem visita a cidade pode aproveitar o tradicional Encontro de Folia de Reis que reúne grupos folclóricos de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. O Encontro de Folias é o maior e mais antigo do Brasil. O evento que tem data móvel para acontecer, encanta a todos. É uma grande festa folclórica e religiosa, resgatando o que sobrou dos barões de café na simpática Muqui.
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
É por essa e outras tantas coisas erradas que o país é como é. Enquanto pessoas sem capacidade continuarem a conquistarem seu espaço entrando pela janela o mercado vai continuar cheio de profissionais desqualificados.
Quero ser Jornalista...
Ser jornalista nada mais é do que a voz do povo que grita pedindo socorro e a única que consegue ser ouvida pelas autoridades.
Além de ser uma das mais belas profissões, é a que mais incomoda as nossas autoridades. E incomodar é muito bom, ainda mais quando estamos certos.
Ser jornalista é ser o amante mais fiel da verdade. Amar o que faz. Ser o ouvinte mais atento do público. Falar de forma simples e objetivo. Atingir a todos de uma única maneira.
Enfim, quero ser jornalista para poder mudar um pouco o mundo através do meu olhar atento, um tanto quanto desconfiado e apaixonado pela verdade.